sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Positivismo


O Positivismo é uma doutrina altruísta, científica e industrial, que tem por objetivo incrementar o progresso do bem-estar moral, intelectual e material de todas as sociedades humanas, que habitam este planeta Terra, e em todas as incursões interplanetárias, (desde que não se destrua esta atual morada), a serem executadas pelo homem, sempre mantendo o equilíbrio ecológico, fruto direto do amor ao espaço, à Terra e à humanidade; do contrário, provavelmente, não haverá sobreviventes. O Positivismo tem por finalidade colaborar para estabelecer uma educação e uma instrução, de cunho altruístico, científico e industrial, a fim de criar uma Única Civilização Positiva. O nosso ideal é unir todas as culturas até agora separadas do Ocidente e do Oriente, e quiçá Interplanetárias, sem que nada se perca e tudo se some. Os pontos conflitantes se moldarão e se entrosarão no Conjunto Positivo. O Positivismo compreende três partes que se complementam e se entrelaçam:
1) Um culto - Na Doutrina da Humanidade, é substituída a crença na existência objetiva de todos os seres e fenômenos sobrenaturais, pela adoração e o entendimento da Trindade: Humanidade, Terra e Espaço, nossos três Seres Supremos. - A Moral Positiva pode ser resumida como sendo o conjunto das melhoras psíquicas, ou seja, dos aperfeiçoamentos afetivos, intelectuais e das ações práticas, com sua respectiva influência sobre as outras partes e funções do Organismo Individual Humano, de maneira a se por cada vez melhor no estado de ser útil a um outro Ser - Organismo Social .
Aqui subentende-se por outro, os laços de entendimentos morais, intelectuais e práticos de três Seres Coletivos, dos mais e cada vez mais Grandiosos, que são:
a Família, a Pátria, a Humanidade
Esta MORAL POSITIVA regula também as relações dos povos entre si, donde:
2) Um Dogma Científico - na qual concluímos que o homem deve contar não só com ele próprio, para melhorar a sua sorte; não ser individualista e levar em conta a totalidade dos ensinamentos e exemplos do passado, do futuro e do presente, dos Seres Convergentes, ou seja, com a Humanidade, donde, por sua vez:
3)Um Régimen, que é afetado pela Sã Política - Esta política, neste momento, já orienta espontaneamente a eliminação da guerra e a formação de uma República de Estados Unidos da Europa - apenas esboçado como Comunidade Européia, União Européia, ou como Auguste Comte preconizou, de República Ocidental. Esta política convida as nações a uma ação fraternal, em vista da utilização em comum dos recursos de todas as naturezas, que representam o Globo Terrestre e os seus Habitantes. Pretende-se hoje realizar a globalização por vias da economia, mas ela só existirá de fato quando a nossa espécie iniciá-la pela via fraternal.
O Positivismo repudia toda via de ação violenta para a transformação da sociedade; ele entende que devemos agir pelos meios de demonstração, persuasão e calcado na Moral Positiva, sobretudo.
O Positivismo tem por Máxima ou por Fórmula Sagrada:
O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim.
Sua fórmula Moral é: Viver para outrém.
Sem privilégios, sem preconceitos ou vantagens; sem rei e sem sobrenatural; pelo engrandecimento do amor universal e tendo somente o mérito como fator de promoção, não deixando nunca o excesso de ambição sobrepujar o fator mérito, para não se envergonhar; todos tem que possuir uma autocrítica, auxiliados pelo Sacerdote da Humanidade, para conhecer o seu nível de competência, a fim de não almejar algo, além de suas reais possibilidades, eliminando desta forma a petulância, a pretenciosidade e a inveja.
Nenhuma profissão tem demérito, pois a igualdade de oportunidades deverá ser dada a todos, sem exceção e a competência será a escala da temperatura do mérito.
A vergonha de ocupar uma posição por demérito ou incompetência será o fator de freio sobre as pretensões e, por conseguinte, ocorrerá mudança do rumo da conduta; jamais deixando que não haja entusiasmo, seja lá por qualquer razão, principalmente com vista ao bem estar social de todos.
Respeitamos muito mais os cultos inteligentes, com Moral Positiva, que os meramente ricos. A competência de saber gerar lucro é necessária, no entanto, não é tudo: o lucro terá destino social.
Nem tudo que aqui for dito pode ser plenamente aplicado hoje em dia, mas já serve como rumo e diretriz para o futuro. Provavelmente será possível no século 30-50 d.C..
No Positivismo o regime temporal é totalmente separado do regime espiritual, isto é, nenhum invade o outro, mas são harmônicos. A doutrina positivista regulamenta e coordena os sentimentos e as ações humanas em torno do Gran Ser: Família, Pátria e Humanidade. Humanidade: é o conjunto dos Seres Convergentes, do passado, do futuro e do presente que concorreram, que concorrerão e que concorrem para o bem estar do homem na Terra.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Traduzir-se


Uma parte de mim é todo mundo,
outra parte é ninguém,
fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão,
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera,
outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta,
outra partese espanta.
Uma parte de mim é permanente,
outra partese sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem,
outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte
- que é uma questão de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O Primo Basílio


José Maria Eça de Queiroz (Póvoa de Varzim, 25 de Novembro de 1845Paris, 16 de Agosto de 1900) é por muitos considerado o maior escritor realista português do século XIX. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O crime do Padre Amaro. Por hora, a obra citada é O Primo Basílio. O filme está em cartaz em todo o Brasil. Segue breve nota sobre este lindo romance.
O Primo Basílio (1878) é um romance de Eça de Queirós. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX.O autor, que já criticara a província em O Crime do Padre Amaro, volta-se agora para a cidade, a fim de sondar e analisar as mesmas mazelas, desta vez na capital: para tanto, enfoca um lar burguês aparentemente feliz e perfeito, mas com bases falsas e igualmente podres. A criação dessas personagens denuncia e acentua o compromisso de O primo Basílio com o seu tempo: a obra deve funcionar como arma de combate social. A burguesia - principal consumidora dos romances nessa época - deveria ver-se no romance e nele encontrar seus defeitos analisados objetivamente, para, assim, poder alterar seu comportamento.O espaço é Lisboa, a casa de Luísa e de Jorge, o Paraíso, o Alentejo, embora esses dois últimos lugares não sejam mostrados pelo narrador, apenas referidos. Lisboa é o cenário da crítica de Eça de Queiroz; é o espaço da sociedade lisboeta por onde transitam as personagens e onde elas expõem suas condições sócio-econômicas e históricas. Alentejo é o espaço que rouba Jorge de Luísa, deixando-a num marasmo sem fim. Paris é o cenário que devolve Basílio à Luísa, trazendo alegria e a novidade de uma vida de prazeres e aventuras.A casa é o espaço privilegiado do romance, onde se passam as cenas entre Luísa e Juliana - o Paraíso serve de contraponto da vida doméstica e do mundo das alcovas. Esta obra, classificada como um romance, é narrada em 3ª pessoa. Apresenta um narrador omnisciente que não consegue distanciar-se por completo de suas personagens, o que se caracteriza pela sua onisciência pelo emprego do enredo da obra. As personagens de O Primo Basílio podem ser consideradas o protótipo da futilidade, da ociosidade daquela sociedade.
" - Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotadamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; Sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Good is good


Good is good and bad is bad
You don't know which one you had
She put your books out on the sidewalk
Now they're blowing 'round
They won't help you when you're down
Love's on your list of things to do
To bring your good luck back to you
And if you think that everything's unfair
Would you care if you're the last one standing there
And everytime you hear the rolling thunder
You turn around before the lightening strikes
And does it ever make you stop and wonder
If all your good times pass you by
I don't hold no mystery
But I can show you how to turn the key
Cause all I know is where I started
So downhearted
And that's not where you want to be
And everytime you hear the rolling thunder
You turn around before the lightening strikes
And you could find a rock to crawl right under
If all your good times pass you by
When the day is done
And the world is sleeping
And the moon is on its way to shine
When your friends are gone
You thought were so worth keeping
You feel you don't belong
And you don't know why
And everytime you hear the rolling thunder
You turn around before the lightening strikes
And does it ever make you stop and wonder
If all your good times pass you by
When the day is done
And the world is sleeping
And the moon is on its way to shine
When your friends are gone
You thought were so worth keeping
You feel you don't belong
Neither do I
(Sheryl Crow/Jeff Trott)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Felicidade Realista


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema. Queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza,instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mário Quintana.
"Pudera para um pouco e sermos menos egoístas com nós mesmos. Darmos um pouco de paz à nossa alma. É assim que me sinto, sedenta por um pouco mais de liberdade e um pouco menos de cobrança própria. Tranquilidade de espírito para iniciar um novo ano de vida e realmente comemorar... Comemorar? Sim, comemorar. Comemorar um pouco mais de alegria, carinho e amizade nestes dias de frio, por vezes tão tristes. Que agora, mesmo sob nuvens há o brilho. O brilho que encontramos ao fitar aqueles que estão na mesma sintonia. Este brilho que se torna abundante e aquece o peito. Um pouco de poesia sempre nos deixa assim... anestesiados. Escritores como Mário transbordam estes sentimentos."